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domingo, 21 de setembro de 2014

Exposição do Castelo Ra Tim Bum no MIS é prorrogada

Sucesso absoluto de publico a exposição ficará em cartaz até o dia 16 de novembro


   
      "Passarinho, que som é esse?" "Lá vêm o Tíbio e o Perônio", "Enquanto isso no lustre do castelo"... Essas e outras frases fizeram parte da infância de muita gente que assistia ao programa Castelo Ra Tim Bum, na década de 90, o programa que era apresentado na TV Cultura, foi sucesso de crítica e público aqui no Brasil e até fora dele.

        A exposição é uma homenagem aos 20 anos da série que encantou crianças de todo o mundo, nela é possível ver com detalhes os figurinos, objetos e vídeos de todas as temporadas da série. Realizada com o apoio da TV Cultura/ Fundação Padre Anchieta, a exposição possui aspectos históricos e artísticos do programa.


        A grande novidade da exposição é realmente o fato da possibilidade de interagir com os cenários que foram recriados especialmente para a exposição, o publico é convidado para tirar fotos, ver vídeos, sentas nas poltronas e até entrar dentro dos ovos dos passarinhos cantores. 

       Dez ambientes, como o saguão, a biblioteca e o quarto do personagem Nino (com sua curiosa porta giratória) serão recriados. Bonecos originais, como a cobra Celeste, o Porteiro e as botas Tap e Flap também estarão em exibição.


      O grande sucesso de visitação,garantiu que a temporada fosse prorrogada e a exposição ficará em cartaz até dia 16 de novembro. Anteriormente, a mostra teria fim no dia 12 de outubro. Mas como tudo tem seu lado ruim, para garantir um ingresso e entrar no castelo, o publico terá que amargar horas na fila de espera, mas com certeza todo esse sacrifício vale a pena, pois a exposição está belíssima.




Serviço:

"Castelo-Rá-Tim-Bum – Exposição"
Quando: Em cartaz até 16 de novembro de 2014.
Onde: MIS – Museu da Imagem e do Som – Avenida Europa, 158
Quanto: LOTE ESPECIAL - R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Confira agora algumas fotos da exposição:





























terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Último adeus! Fotógrafa registra cães em estado terminal

Fotógrafa cria série com cães em estado terminal se despedindo da família

     Quem tem um cãozinho em casa sabe como é difícil se despedir do bichinho quando a sua hora chega. Eles se tornam parte da família. Se os anos de convivência são sempre fantásticos, a hora da despedida é desoladora.

    Pensando nessa temática, a fotógrafa especializada no registro de animais de estimação, Sara Beth, fez uma série com um tema tão emocionante quanto doloroso: a despedida dos animais de estimação. Ela registrou, em fotos comoventes, a relação de cães em fase terminal junto com suas famílias. 

       A série ganhou o nome de Joy Sessions. Segundo a fotógrafa: “Para muitas pessoas, seus animais de estimação significam o mundo, então eu quero criar uma oportunidade de captar o que os faz tão especiais, principalmente em momentos tão difíceis. Essas sessões de fotos foram criadas para pessoas que realmente querem celebrar a felicidade e alegria que os cães trouxeram para suas vidas.”

Poucos dias depois das fotos, os animais faleceram. Confira essa emocionante série:















segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cemitério da Consolação abriga diversas obras de importantes artistas

O mais antigo cemitério da cidade e uma das principais referências brasileiras no campo da arte tumular


Fotos Francisco Limma 


     Várias obras de arte de importantes artistas nacionais e até internacionais podem serem vistas de graça, a céu aberto, mas o local não é muito visitado pelas pessoas pela sua localização. As diversas obras estão todas nos cemitérios da cidade. Somente o Cemitério da Consolação, o mais antigo da cidade, abriga cerca de 400 obras, entre esculturas, painéis e até minicatedrais.

   O  cemitério da Consolação, foi fundado em 1858 e abriga as famílias mais tradicionais, do início da industrialização, da época cafeeira. As obras de arte espalhadas pelos túmulos têm diversas funções: prestar homenagens aos sepultados, contar histórias sobre a vida deles e, uma das principais, um pedido de proteção e uma boa vida eterna para os falecidos.

       Antes da sua construção os sepultamentos eram realizados nas igrejas e em seus arredores, o que trazia problemas de saúde pública. Com a aparição de idéias de sanitarismo e higiene, os governos das cidades criaram os primeiros cemitérios públicos. Em São Paulo, por força do Ato Institucional do Imperador, foi-se consolidando a idéia da construção de um cemitério público de uso geral pela população. Assim, Carlos Rathincumbiu-se da missão de arquitetar o novo cemitério. Foram anos de discussão na Câmara Municipal antes de sua efetiva inauguração. Em seus primeiros anos, o cemitério da Consolação era o lugar de sepultamento de pessoas de todas as classes sociais, incluídos os escravos, que foram transferidos do cemitério dos Aflitos.




      Já a partir do século XX, o cemitério passa a receber quase que exclusivamente pessoas da alta classe média e da burguesia, devido ao loteamento dos terrenos em jazigos perpétuos vendidos pela prefeitura. À época, um túmulo suntuoso era visto como sinal inequívoco de status social. Havia verdadeira competição entre as famílias abastadas, que construíam jazigos cada vez mais sofisticados, em materiais nobres como mármore e bronze. A ornamentação ficava a cargo de artistas de primeira grandeza, que tinham na arte tumular uma atividade com demanda estável e altamente lucrativa.

     Desde então, o cemitério abriga túmulos de personalidades e famílias ilustres da sociedade brasileira e paulista, sendo também referência em arte tumular no Brasil, com importantes obras de arte de escultores como Victor Brecheret, Celso Antônio Silveira de Menezes, Nicola Rollo, Luigi Brizzolara e Galileo Emendabili.

     No Cemitério da Consolação encontram-se os restos mortais de muitas personalidades importantes da História do Brasil. Lá se encontra a tríade Modernista: Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade,o escritor modernista Alcântara Machado, o escritor Monteiro Lobato, o arquiteto Ramos de Azevedo, empresários como Cândido Fontoura, Francesco Matarazzo, Oscar Americano, Roberto Simonsen e Rodolfo Crespi, o fazendeiro e "rei do café"Geremia Lunardelli, os aristocratas paulistas e mecenas das artes Armando Álvares Penteado, Olívia Guedes Penteado e a sua sobrinha Yolanda Penteado, entre outros.

    Um dos destaques do cemitério é o colossal mausoléu da família Matarazzo, o maior da América Latina, que do subsolo ao pico possui 25 metros de altura. Tem o tamanho aproximado de um prédio de 3 andares, ocupando uma área de 150 metros quadrados. É ornamentado por um impressionante conjunto escultório em bronze italiano, obra de Luigi Brizzolara. Segundo jornalistas à época de sua construção, teria custado praticamente o mesmo que o Hospital Umberto I. Assim, o empreendedor italiano Matarazzo contrapunha-se ao elitismo da aristocracia cafeeira paulista, que ignorava abertamente os imigrantes recém-enriquecidos nos círculos sociais.

 O colossal mausoléu da família Matarazzo

Andar pelas alamedas do cemitério é como voltar no tempo e ver como as pessoas da época viviam e se comportavam. O contexto histórico e artístico é riquíssimo e com certeza devia se tornar visita obrigatória para quem gosta de arte e história. Pena que Esse é um formato de turismo pouco explorado em São Paulo, existe uma quantidade imensa de obras de arte espalhada pelos cemitérios da cidade, mas que pouca gente conhece.

Para quem se interessou o  Serviço Funerário Municipal oferece visitas guiadas às terças e sextas-feiras pelo Cemitério da Consolação.


Serviço:
Horário de funcionamento: 7h às 19h
Entrada: gratuita
Visita monitorada: apenas no Cemitério da Consolação, às terças e sextas-feiras
Agendamento: pelo telefone 3396-3832

Veja agora fotos de algumas da obras que estão expostas no cemitério da Consolação: