quinta-feira, 28 de novembro de 2013

'Jogos Vorazes 2' arrecada mais de US$ 160 mi e lidera bilheterias nos EUA

No Brasil, 'Jogos Vorazes - Em chamas' já passa de 2 milhões de espectadores


     Não tem para ninguém nas salas de cinema: quando o assunto são filas de rodar o quarteirão, nenhum filme bate o resultado atual de 'Jogos Vorazes - Em chamas'.

      No Brasil, onde o séquito de fãs da saga literária também é enorme, 'Em chamas' já passa da marca dos 2 milhões de espectadores, marca ultra-expressiva para um filme com apenas duas semanas no circuito exibidor.

      Nos Estados Unidos, o longa metragem já arrecadou cerca de U$160 milhões, somando mais de U$3 00 milhões ao redor do mundo.



     Ambientada um ano após a primeira parte, esta sequência começa com a protagonista Katniss Everdeen (interpretada por Jennifer Lawrence) ainda sofrendo danos psicológicos por ter passado pelos Jogos Vorazes. 

       A paz precária na qual se encontra é interrompida de vez quando a moça é obrigada a participar da turnê da vitória ao lado do outro sobrevivente do filme anterior, Peeta Melark (Josh Hutcherson).

Vendo que a popularidade de Katniss é perigosa e pode incitar rebeliões, o Presidente Snow (Donald Sutherland) decide convocar a jovem e Peeta para a edição comemorativa dos Jogos, o Massacre Quaternário, disputado apenas por antigos vencedores.



    No comando destes Jogos Vorazes “especiais” está o novo Idealizador, Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman, numa atuação apagada). E também houve uma mudança no comando deste novo capítulo da franquia cinematográfica: sai o diretor Gary Ross, de Seabiscuit: Alma de Herói (2003), e entra alguém mais habituado às grandes produções de Hollywood, o diretor Francis Lawrence de Constantine (2005) e Eu Sou a Lenda (2007). Lawrence, no fim das contas, entrega um espetáculo mais bem acabado e superior ao primeiro Jogos Vorazes.


Em Chamas pode ser facilmente identificado como a história com o maior teor de politicagem dentro da narrativa da série. Os eventos fora da arena possuem tanto significado quanto o que é televisionado para os habitantes de Panem, algo que não estava presente no primeiro capítulo.


O filme apesar de ser longo, não é cansativo, pois todos os fatos apresentados são essenciais para o desenvolver da história. Mas com certeza o longa se torna mais emocionante quando os protagonistas voltam para o campo de batalha, as cenas são de muita ação, suspense e muitas sequencias de tirar o folego.


Confira o trailer do filme:




Musical faz uma linda homenagem a Luiz Gonzaga

"Gonzagão- A lenda" conta a história do Rei do Baião de um modo criativo e divertido



    O espetáculo musical "Gonzagão - A Lenda", vencedor do Prêmio Shell 2012 de Melhor Música e de Melhor Produção, está em cartaz no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Com texto e direção de João Falcão, o espetáculo faz uma viagem musical pela trajetória do Rei do Baião, Luiz Gonzaga (1912-1989).


     A história é iniciada no sertão do Araripe e traz duas mulheres importantes na vida do músico com outros nomes: Nazarena (o primeiro amor) e Odaléa (mãe de Gonzaguinha) são Rosinha e Morena, respectivamente, nomes que aparecem em músicas do compositor.

    A liberdade poética de Falcão criou um encontro que nunca aconteceu, entre dois mitos nordestinos, Luiz Gonzaga e Lampião. O espetáculo conta com cerca de 40 canções, como "Cintura Fina", "O Xote das Meninas", "Qui nem jiló", "Baião", "Pau-de-arara" e "Asa branca".


     Além da estrutura básica do forró, sanfona-triângulo-zabumba, atuam no palco sanfoneiro (Rafael Meninão), percussionista (Rick De La Torre), violoncelista (Daniel Silva) e um rabequeiro e violeiro (Beto Lemos). Os quatro músicos e diretor musical, Alexandre Elias, são responsáveis pelos arranjos de todas as músicas.

       O intérprete da maioria das composições é o cantor de forró Marcelo Mimoso, que nunca havia assistido a uma peça de teatro até ser convidado pelo diretor João Falcão para fazer parte do elenco. E ele surpreende.  Outra estreante é Larissa Luz, única mulher da peça, que era cantora do grupo Araketu e entrou para substituir Laila Garin --que vai interpretar Elis Regina em "Elis - A Musical".


       Para montar a história, Falcão diz que não levou à risca a história do sanfoneiro, ficando livre para alterar nomes e até para promover um encontro inventado entre Gonzagão e Lampião, dois mitos nordestinos.

      Quatro instrumentistas acompanham a encenação, composta de nove atores --além de Mimoso e Larissa, Adrén Alves, Alfredo del Penho, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Paulo de Melo, Renato Luciano e Ricca Barros.


Confira o teaser do musical:




Serviço


"Gonzagão – A Lenda"

Quando: De 24 de outubro a 1º de dezembro.

Sextas e Sábados, às 21h. Domingos e feriados (2 e 15/11), às 18h.

Onde: Sesc Belenzinho -Rua Padre Adelino, 1000

Quanto: R$ 25 (inteira); R$ 12,50 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 5 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cemitério da Consolação abriga diversas obras de importantes artistas

O mais antigo cemitério da cidade e uma das principais referências brasileiras no campo da arte tumular


Fotos Francisco Limma 


     Várias obras de arte de importantes artistas nacionais e até internacionais podem serem vistas de graça, a céu aberto, mas o local não é muito visitado pelas pessoas pela sua localização. As diversas obras estão todas nos cemitérios da cidade. Somente o Cemitério da Consolação, o mais antigo da cidade, abriga cerca de 400 obras, entre esculturas, painéis e até minicatedrais.

   O  cemitério da Consolação, foi fundado em 1858 e abriga as famílias mais tradicionais, do início da industrialização, da época cafeeira. As obras de arte espalhadas pelos túmulos têm diversas funções: prestar homenagens aos sepultados, contar histórias sobre a vida deles e, uma das principais, um pedido de proteção e uma boa vida eterna para os falecidos.

       Antes da sua construção os sepultamentos eram realizados nas igrejas e em seus arredores, o que trazia problemas de saúde pública. Com a aparição de idéias de sanitarismo e higiene, os governos das cidades criaram os primeiros cemitérios públicos. Em São Paulo, por força do Ato Institucional do Imperador, foi-se consolidando a idéia da construção de um cemitério público de uso geral pela população. Assim, Carlos Rathincumbiu-se da missão de arquitetar o novo cemitério. Foram anos de discussão na Câmara Municipal antes de sua efetiva inauguração. Em seus primeiros anos, o cemitério da Consolação era o lugar de sepultamento de pessoas de todas as classes sociais, incluídos os escravos, que foram transferidos do cemitério dos Aflitos.




      Já a partir do século XX, o cemitério passa a receber quase que exclusivamente pessoas da alta classe média e da burguesia, devido ao loteamento dos terrenos em jazigos perpétuos vendidos pela prefeitura. À época, um túmulo suntuoso era visto como sinal inequívoco de status social. Havia verdadeira competição entre as famílias abastadas, que construíam jazigos cada vez mais sofisticados, em materiais nobres como mármore e bronze. A ornamentação ficava a cargo de artistas de primeira grandeza, que tinham na arte tumular uma atividade com demanda estável e altamente lucrativa.

     Desde então, o cemitério abriga túmulos de personalidades e famílias ilustres da sociedade brasileira e paulista, sendo também referência em arte tumular no Brasil, com importantes obras de arte de escultores como Victor Brecheret, Celso Antônio Silveira de Menezes, Nicola Rollo, Luigi Brizzolara e Galileo Emendabili.

     No Cemitério da Consolação encontram-se os restos mortais de muitas personalidades importantes da História do Brasil. Lá se encontra a tríade Modernista: Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade,o escritor modernista Alcântara Machado, o escritor Monteiro Lobato, o arquiteto Ramos de Azevedo, empresários como Cândido Fontoura, Francesco Matarazzo, Oscar Americano, Roberto Simonsen e Rodolfo Crespi, o fazendeiro e "rei do café"Geremia Lunardelli, os aristocratas paulistas e mecenas das artes Armando Álvares Penteado, Olívia Guedes Penteado e a sua sobrinha Yolanda Penteado, entre outros.

    Um dos destaques do cemitério é o colossal mausoléu da família Matarazzo, o maior da América Latina, que do subsolo ao pico possui 25 metros de altura. Tem o tamanho aproximado de um prédio de 3 andares, ocupando uma área de 150 metros quadrados. É ornamentado por um impressionante conjunto escultório em bronze italiano, obra de Luigi Brizzolara. Segundo jornalistas à época de sua construção, teria custado praticamente o mesmo que o Hospital Umberto I. Assim, o empreendedor italiano Matarazzo contrapunha-se ao elitismo da aristocracia cafeeira paulista, que ignorava abertamente os imigrantes recém-enriquecidos nos círculos sociais.

 O colossal mausoléu da família Matarazzo

Andar pelas alamedas do cemitério é como voltar no tempo e ver como as pessoas da época viviam e se comportavam. O contexto histórico e artístico é riquíssimo e com certeza devia se tornar visita obrigatória para quem gosta de arte e história. Pena que Esse é um formato de turismo pouco explorado em São Paulo, existe uma quantidade imensa de obras de arte espalhada pelos cemitérios da cidade, mas que pouca gente conhece.

Para quem se interessou o  Serviço Funerário Municipal oferece visitas guiadas às terças e sextas-feiras pelo Cemitério da Consolação.


Serviço:
Horário de funcionamento: 7h às 19h
Entrada: gratuita
Visita monitorada: apenas no Cemitério da Consolação, às terças e sextas-feiras
Agendamento: pelo telefone 3396-3832

Veja agora fotos de algumas da obras que estão expostas no cemitério da Consolação: