segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os satyros vão deixar a Praça Roosvelt




      Sediada no centro de São Paulo há 13 anos, a companhia de teatro Os Satyros, anunciou, essa semana, que deixará a Praça Roosvelt. Os motivos seria o alto preço no aluguel dos dois locais em que o grupo se apresenta, segundo um dos fundadores do grupo, Ivam Cabral, o valor do aluguel custa cerca de R$12 mil, valor esse que poderia aumentar depois da revitalização da praça feita esse ano. A revitalização da praça também trouxe mudanças para a região que adquiriu um ar de burguesia.

       A saída do local não acontecerá de uma hora para outra, levará cerca de alguns meses, enquanto isso, os diretores do grupo já procuram outro lugar para sediar sua companhia. Um dos locais mais prováveis para a nova sede é a famosa Cracolândia, localizada na região da Luz, por ali já existe um trabalho de revitalização que está sendo feito pelo grupo Luz do Faroeste. A ideia é se instalar nessa região e fazer o mesmo que fizerem com a Praça Roosvelt, revitalizar.

    O Blog Janela Cultural deseja boa sorte ao Satyros e onde quer que eles estejam sempre iremos prestigiar os seus trabalhos.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Amanhecer – Parte 2″ arrecada 341 milhões de dólares pelo mundo



Toda a ansiedade pela estreia de “Amanhecer – Parte 2” se refletiu no faturamento do filme em seu primeiro fim de semana de exibição. O último filme da Saga “Crepúsculo” arrecadou 341 milhões de dólares pelo mundo!

Somente nos EUA e Canadá, o desfecho da história de amor entre Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) arrecadou 141 milhões de dólares entre quinta (15) até domingo (18), conforme informou a distribuidora Summit Entertainment.


Os quatro primeiros filmes da saga arrecadaram no total 2,5 bilhões de dólares ao redor do mundo.Alguém tinha dúvida que “Amanhecer – Parte 2” seria esse sucesso?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cinemark fará sessão de filme Nacional a R$ 3,00

   O Cinemark promoverá no dia 12 de novembro, segunda-feira, a 13ª edição do Projeta Brasil, evento que oferece sessões de cinema com filmes brasileiros com ingressos a preços populares.


    Vai acontecer na próxima segunda, dia 12 de novembro, a  13ª edição do Projeta Brasil, evento que oferece sessões de cinema com filmes brasileiros com ingressos a preços populares. Na edição deste ano os ingressos custarão R$ 3. A iniciativa é apoiada por produtores e distribuidoras que cedem os filmes para as exibições. A renda do evento é revertida para projetos do cinema nacional.

   O  evento acontecerá em todas as salas da rede Cinemark. O objetivo desse projeto, que ocorre desde o ano 2000, sempre em uma segunda-feira de novembro, é divulgar o cinema nacional. Desde que o projeto foi criado mais de 1,6 milhão de espectadores prestigiaram produções brasileiras nos dias do evento. Apenas em 2011, 133 mil pessoas assistiram a filmes durante o evento.

   Serão exibidos 22 longas-metragens brasileiros, que incluem filmes que já saíram de cartaz ou que estão no circuito ainda. A lista de filmes que serão exibidos no Projeta Brasil 2012 inclui  “Gonzaga, de pai para filho”, de Breno Silveira; “Até que a sorte nos separe”, de Roberto Santucci; “Xingu”, de Cao Hamburger; e “O Diário de Tati”, de Mauro Farias. Além do ótimo "Dois coelhos", de Afonso Poyart.


 Confira agora a lista completa de filmes exibidos no Projeta Brasil 2012

Gonzaga, de pai para filho, de Breno Silveira

À Beira do caminho, de Breno Silveira

Até que a sorte nos separe, de Roberto Santucci

Totalmente inocentes, de Rodrigo Bittencourt

Xingu, de Cao Hamburger

E aí, comeu?, de Felipe Joffily

31 minutos, de Álvaro Díaz e Pedro Peirano

O Diário de Tati, de Mauro Farias

Vou rifar meu coração, de Ana Rieper

E a vida continua, de Paulo Figueiredo

Paraísos artificiais, de Marcos Prado

As Aventuras de Agamenon, o repórter, de Victor Lopes

2 Coelhos, de Afonso Poyart

Billi Pig, de José Eduardo Belmonte

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca

Reis e Ratos, de Mauro Lima

Corações Sujos, de Vicente Amorim

Soberano 2, de Carlos Nader e Maurício Arruda

Heleno, de José Henrique Fonseca

Tropicália, de Marcelo Machado

Curitiba Zero Grau, de Elói Pires

Luto em luta, de Pedro Serrano

Agora não tem mais desculpa para ver um bom filme nacional hein, se joga no cinema e assista pelo menos 3 filmes, é isso que  eu vou  fazer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O turismo cultural em SP


São Paulo pode  não ser a maior cidade do Brasil, mas quando o assunto é turismo ela ganha de cidades como: Salvador e Rio de Janeiro. Segundo a Secretária de Turismo a cidade de São Paulo recebe por ano mais de 11 milhões de turistas. Mas o que a famosa terra da garoa têm, que desperta o interesse de tanta gente?


A Capital do Turismo
·         A cidade recebe anualmente 11 milhões de visitantes. Dos que se hospedam na rede hoteleira, 16,4% são estrangeiros e 82,46% são brasileiros. (8)
·         Dos turistas internacionais que visitam São Paulo, 38% são da Europa, 30% dos EUA e Canadá, 21% do Mercosul, 7% da América Latina e 4% são da Ásia. (8)
·         Cerca de 50% dos turistas da cidade vem a negócios, 39% a lazer e o restante para tratar da saúde, fazer cursos ou ingressar nas faculdades, visitar parentes, etc.
·         Permanência média na cidade é de 2 dias (8)
·         Gastos por dia: US$ 150,00 (8)
·         5 CITs – Centrais de Informações Turísticas

sexta-feira, 29 de junho de 2012

BOCA DE OURO e A FALECIDA ESTREIAM SIMULTANEAMENTE NO TEATRO DO SESI-SP

      Os espetáculos fazem parte da programação do projeto do SESI-SP, Nelson Rodrigues 100 Anos. Ambos serão apresentados simultaneamente e alternados, às quintas e sextas e aos sábados e domingos.

    
     Os textos A Falecida e Boca de Ouro foram os escolhidos para as montagens teatrais inéditas que integram o projeto Nelson Rodrigues 100 Anos – homenagem do SESI-SP ao centenário de nascimento do dramaturgo.

    Os espetáculos terão a direção de Marco Antônio Braz e estreiam, respectivamente, em 29 de junho e 6 de julho no Teatro do SESI-SP, localizado na avenida Paulista.

    Marco Ricca, como o Drácula de Madureira de Boca de Ouro, e Maria Luisa Mendonça que interpretará a personagem Zulmira de A Falecida, foram os convidados para protagonizar as peças. Ricca ficará em cartaz até o fim da temporada, em 25 de novembro. A partir do dia 8 de setembro, Lucélia Santos assume o papel de Zulmira, permanecendo em cartaz até 2 de dezembro.

Marco Ricca como Boca de Ouro


    Soma-se a eles um elenco formado por 13 atores, comum às duas peças: Alessandro Hernandez, Claudinei Brandão, Jackie Obrigon, Jady Forte, Lara Córdulla, Leo Stefanini, Livia Ziotti, Luciana Caruso, Rafael Boese, Rodrigo Fregnan, Tatiana de Marca, Willians Mezzacapa e participação especial de Gésio Amadeu.

    Nas duas narrativas dramáticas rodriguianas, o espectador é levado a refletir sobre o homem e seu destino, assim como nas clássicas tragédias gregas. O pano de fundo é um Rio de Janeiro essencial e metafórico, com ênfase nos personagens e cenários da zona norte dos subúrbios, da Tijuca a Madureira. As máscaras trágicas, que simbolizavam o cidadão grego, ganham nova representação por meio de caricaturas dos personagens cariocas. Os espetáculos Boca de Ouro e A Falecida pretendem ser um grande desfile dramático teatral com elementos essenciais da nossa cultura, como o samba, a charanga e os blocos.

Maria Luisa Mendonça como Zumira


    Segundo Marco Antônio Braz, especialista na obra rodriguiana e diretor dos espetáculos, a força da dramaturgia de Nelson consiste em manipular genialmente a estrutura do melodrama, extraindo dele o máximo de profundidade que o gênero pode obter. “Há um envolvimento pleno do espectador sobre a situação dramática. Qualquer plateia diante de um Nelson Rodrigues bem encenado se torna ruidosa”, afirma Braz. “Não há sucesso possível com o teatro de Nelson sem que a plateia reaja com espanto e risos histéricos. É como se ele conseguisse fazer o público contemporâneo reviver os conceitos aristotélicos de terror e piedade. E lhe acrescentasse humor. Um humor paradoxal e cruel”, complementa o diretor.


Fonte: Divulgação SESI-SP Cultura

Serviço:
Local: 
Teatro do SESI-SP | Av. Paulista, 1.313 (Metrô Trianon-Masp)
Capacidade: 466 lugares
Informações: 
11 3146-7405 / 7406 


Boca de Ouro:
29 de junho a 25 de novembro
Junho – estreia em 29/6 (sexta), às 20h30. Dia 30/6 (sábado), às 20h30.
Julho - 1º/7 (domingo), às 20h; 12/7 (quinta) e 13/7 (sexta), às 20h30; 26/7 (quinta) e 27/7 (sexta), às 20h30; 21/7 (sábado) e 22/7 (domingo), às 17h.
Agosto – todos os sábados, às 20h30, e domingos, às 20h.
Setembro – todas as quintas e sextas, às 20h30.
Outubro – todos os sábados, às 20h30, e domingos, às 20h.
Novembro - quintas e sextas, às 20h30. Haverá sessão nos dias 24/11 (sábado), às 20h30; e 25/11 (domingo), às 20h. Nos dias 29/11 e 30/11 não haverá espetáculo.

Entrada:
Quintas e Sextas – entrada gratuita
Sábados e domingos - R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Nos dias 21/7 (sábado), e 22/7 (domingo), às 17h, a entrada será gratuita.

A falecida:
6 de julho a 2 de dezembro
Julho – estreia em 6/7 (sexta), às 20h30. Durante o mês de julho, as apresentações serão aos sábados, às 20h30, e domingos, às 20h.
Agosto – todas as quintas e sextas, às 20h30.
Setembro – todos os sábados, às 20h30, e domingos, às 20h.
Outubro – todas as quintas e sextas, às 20h30.
Novembro – todos os sábados, às 20h30, e domingos, às 20h. Nos dias 24 e 25 não haverá espetáculo. As apresentações acontecerão na semana seguinte nos dias 29 (quinta) e 30 (sexta), às 20h30.
Dezembro – 1º/12 (sábado), às 20h30, e 2/12 (domingo), às 20h.

Entrada:
Quintas e sextas – entrada gratuita
Sábados e domingos - R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Nas sessões gratuitas, retirada de até 2 ingressos por pessoa, no dia da apresentação, a partir das 12h

terça-feira, 26 de junho de 2012

Musical "Viva Forever," baseado nas músicas das Spice Girls, estreia em Londres


  
     Elas estão de volta! Depois da turne  'Return of the Spice Girls Tour' em 2008.  Emma, Mel C, Geri, Victoria e  Mel B, se reuniram pela primeira vez para contar uma grande novidade. As famosas Spice Girls, (grupo que foi sucesso nos anos 90) realizaram uma coletiva de imprensa no Hotel St Pancras em Londres, (Que foi também o local de seu primeiro clip do grupo, 'Wannabe')  para anunciar a estreia do musical "Viva Forever" que será baseado nas canções do grupo.


     O espetáculo não vai contar a história do grupo, mas sim a de  uma menina, linda e talentosa que deixa seus melhores amigos para se dedicar ao grande sonho de ser uma grande estrela da música. Vira forever irá abordar o tema de como as pessoas fazem de tudo pela obsessão pela fama, e da cultura das  celebridade de TV. O musical conta como ela segue o seu sonho, as paradas musicais, sua jornada no mundo da fama durante a noite e seu impacto sobre suas relações com a mãe e os amigos que ela pensou que ela iria ter para sempre.

"Viva Forever" é uma canção das Spice Girls do seu segundo álbum, Spiceworld. Ele foi lançado como quarto e último single do álbum. O single foi o primeiro single lançado após a saída de Ginger Spice (Geri Halliwell) em maio 1998. No entanto, a música não tem  vocais de Halliwell. O single vendeu 1,5 milhões de cópias em todo o mundo, e foi considerado pelos críticos como seu melhor trabalho.


     A ideia do musical segue a mesma que o clássico Mamma Mia!, o qual foi escrito tomando por base as músicas do grupo Abba. Ao todo, serão 16 músicas que ficaram famosas nas vozes das cinco meninas. O roteiro é de Jennifer Saunders e a direção fica por conta de Judy Cramer, que curiosamente produziu o Mamma Mia!. 

   O espetáculo, que estreia em dezembro no teatro Piccadilly, em Londres. E aí quem vai torce para o musical chegar o mais rápido possível no Brasil?

                              Veja o vídeo da coletiva de imprensa em Londres:


"Sombras da Noite" mostra, mais uma vez, o universo de Tim Burton


     Tim Burton é um diretor cujo trabalho procura seguir sempre na mesma linha, o gótico, o sombrio, e porque não dizer o estranho. Desde  Os Fantasmas se Divertem (1988), a Edward Mãos de Tesoura (1990), o diretor já carrega esse traço. Em Sombras da Noite não é diferente, o diretor nos leva, mais uma vez para um universo sombrio, porem colorido, e recheado de histórias de amores impossíveis. 


   A trama começa no século XVIII e mostra uma família que sai da Inglaterra e vai para os Estados Unidos levando com eles uma terrível maldição. Barnabas Collins é um pequeno jovem, rico e que vive confortavelmente com sua família em uma cidade americana. Já na fase adulta, o jovem playboy derrete os corações das jovens com eu charme. 

      Só que ele não sabia que uma delas era uma poderosa bruxa (Angelique), e após despedaçar o coração da jovem bruxa é amaldiçoado, transformando em um vampiro e enterrando vivo. Alguns séculos mais tarde, Barnabas é libertado de sua ‘prisão’ e assim, surge nos dias modernos, no começo meio perdido, depois firme e forte para buscar vingança.


      O visual é um dos pontos altos do filme. A fotografia consegue sempre imprimir com competência o estilo de Burton sem deixar o escuro dominar a tela. Enquanto isso, a direção de arte convence o espectador de que estamos realmente na década de 1970, seja graças aos figurinos ou aos apetrechos de cena, como as lâmpadas de lava.

    O elenco traz nomes de peso como Michelle Pfeiffer que voltando a trabalhar com Burton depois do antológico Batman: O Retorno (sua Mulher-Gato deixa saudades até hoje), ela está mais madura do que nunca, e se encaixa muito bem na pele de Elizabeth Collins Stoddard, a matriarca da família. Mais uma vez Michelle mostra todo seu talento, interpretando a matriarca da família na medida certa.

  Presença cativa nos filmes do marido, como não podia deixar de ser, a multifacetada Helena Bonham Carter encarna a Dra. Julia Hoffman, uma psiquiatra alcoólatra que poderia garantir boas risadas, mas o personagem acaba não tendo muito destaque na trama, um total desperdício de talento pois a atriz é conhecida por suas interpretações fortes e marcantes. 

      Fechando o núcleo feminino de Collinwood, temos a rebelde Carolyn Stoddard, no alto dos seus 15 anos, interpretada pela talentosa Chloë Grace Moretz (deHugo). 

    O visual dos personagens é espetacular, com o tom gótico que é a marca registrada do diretor desde “Os Fantasmas se Divertem”. O cuidado ao recriar as roupas e penteados do início da década de 70 também demonstra um cuidado todo especial em fazer tudo parecer genuíno, a missão foi cumprida com perfeição neste quesito.


     O humor também funciona muito bem, com piadas agressivas e mais adultas, que normalmente não constam nos filmes de Tim Burton. Grande parte da graça da história vem do choque cultural de Barnabas, que ajusta-se a turbulenta época dos hippies da maneira mais desengonçada que pode.

      Os personagens são apresentados da forma mais breve possível. Michelle Pfeiffer é a matriarca da família que tenta manter o pouco de dignidade que lhes resta, Chloe Moretz é sua filha adolescente rebelde e que sexualiza-se numa tentativa de parecer madura, ms que consegue apenas gerar desconforto na plateia, Helena Bonham Carter é a terapeuta alcoólatra do sobrinho problemático da família e por aí vai.

     Nenhum membro da história é devidamente desenvolvido, recebemos estes personagens prontos e assim eles permanecem até os minutos finais do filme. Depp é aquele que permanece mais tempo em tela, e embora faça um trabalho sensacional, seria bom ver mais dos outros membros da família, seres tão deliciosamente cheios de conflitos, que seria fantástico ver como farão para resolvê-los.


     Não satisfeito em deixar os problemas existentes em aberto, “Sombras da Noite” ainda cria novas situações ao longo de sua trama, que na maioria das vezes, não recebem uma resolução satisfatória. Tudo é muito breve e rápido e mal uma questão é lançada, já somos brindados com outra, que na maioria das vezes, terá uma resolução igualmente não satisfatória.


   A impressão que fica é a de que Tim Burton poderia ter transformado a história deste filme em uma trilogia com começo, meio e fim bem definidos, caso tivesse dado aos personagens e ao enredo a chance de crescerem.

"Sombras da Noite" mostra mais, do mesmo universo, de Tim  Burton que estamos acostumados a ver.