"Boca de ouro" de Nelson Rodrigues...
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
"Enfim viúva" se destaca com uma ótima comédia francesa
"Enfim viúva" só está em cartaz no Cine Belas Artes, é uma comédia francesa que se destaca pelo seu humor fino e ao mesmo tempo pastelão. A frança, que de vez em quando, nos surpreende com uma boa comédia, está mais uma vez em foco.
O filme conta a história de Anne-Marie que vive um casamento de aparências com Gilbert, um marido serio e chato. Seu coração pertence ao marinheiro Léo, que já é seu amante a dois anos. Quando Gilbert morre em um acidente, o caminho para os amantes parece estar aberto, mas Anne-Marie não contava com a família dela, que acha que ela terá dificuldade em passar pelo luto, involuntariamente eles acabam atrapalhando a união dela com Léo.
A partir daí, o filme mostra a frustradas tentativas de encontro entre os dois que nunca dão certo por causa da marcação cerrada da família de Anne-Marie. Ela se envolve nas mais atrapalhadas tentativas para ver seu amado, como sair à noite, de bicicleta, para ir ao encontro de Léo, mas é surpreendia por seu filho que a leva de volta para casa.
Anne-Marie, precionada por Léo, tem que tomar uma difícil decisão: fugir com ele, ou continuar na sua casa com sua família. A partir desse ponto, o filme passa a ser visto mais como um drama romântico do que uma comédia, mas não perde seu foco principal, o de divertir o público.
Rica, Drogada, Apaixonada, e Fútil essa é Hell
Durante a peça Hell descreve, com todos os detalhes, como é a vida de uma pequena parte da sociedade no qual não precisar trabalhar para sobreviver, seus desejos, desavenças, amores, tudo é relatado ao público, com direito a diversas trocas de roupas, todas de grife é claro, muito cigarro e bebidas.

Sua vida continua na mesma rotina de sempre até conhecer um jovem, tão rico quanto ela, por quem ela se apaixona perdidamente. É aí que Hell se da conta que o homem por quem ela está apaixonada é exatamente igual à ela. Em meio a um romance tumultuado de idas e vindas os dois se relacionam a base de muitas drogas e orgias.
A peça nos mostra que não é preciso ir a Paris para ver uma "Hell", ela está presente em toda uma sociedade na qual apresenta uma grande desigualdade social.
Hell é uma adaptação de um romance da estreia da escritora Lolita Pille. Um fenômeno editorial na França e best-seller em dezenas de países. Dirigida por Hector Babenco a peça tem o elenco formado por Bárbara Paz e Ricardo Tozzi.
Hell está em cartaz no teatro do SESI da Avenida Paulista, e é gratuita nas quintas e nas sextas, sábados e domingos o ingresso custa R$ 10,00.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
"London River" quebra as barreiras do preconceito
"London river-destinos cruzados" conta a história de Ousmane e Elizabeth. Duas pessoas comuns, que vivem suas vidas na mais pacata rotina, os dois não se conhecem, mas tem algo em comum. Ele vive na França e trabalha como guarda florestal, ela vive em Channel Islands, no Canal da Mancha e trabalha em seu sítio, cuidando dos animais e das plantações. Em 7 de julho de 2005 eles recebem a notícia de que Londres foi atacada por atentados suicidas sincronizados que explodiram ônibus e metrôs. Os dois que têm filhos que estudam em Londres, depois de dias sem notícias, resolvem partir para Londres em busca de informações sobre os filhos.
Ao chegarem na cidade a busca pelos filhos, desaparecidos, fica mais angustiante. Os dois vão a hospitais, IMLS,fazem cartazes com foto, mas tudo sem muitas respotas, ninguém viu ou sabe dar informações sobre o paradeiro dos filhos. Ousmane, ao andar pelas ruas vê um cartaz com a foto da filha de Elizabeth, e a reconhece na foto ao lado do filho. A partir daí os dois se conhecem e descobrem que seus filhos moravam na mesma casa ainda eram namorados.
Elizabeth fica indignada e não aceita que sua filha tenha namorado um negro e ainda por cima muçulmano, a principio ela ignora Ousmane e continua na sua busca sozinha, mas o destino sempre os coloca nos mesmos lugares, e os dois acabam se aproximando para passar a buscar informações juntos.
O filme mostra como uma cidade se comporta depois de um atentado como esse, pessoas apreensivas pelas ruas, segurança reforçada e um medo que não passa. O diretor consegue passar uma tensão que se dá até a notícia do que realmente aconteceu com os filhos dos personagens. Os atores passam para o publico toda uma angustia de aflição de pais desesperados em busca de notícias de seus filhos.
Um destaque para atriz Brenda Blethyn que passa toda uma carga emotiva, eu já havia visto outro trabalho dela em "segredos e mentiras" no qual também foi brilhante e mais uma vez ela demonstra que tem um grande talento.
RockAntigona, tragédia grega fala dos sentimentos humanos
Como lidar com os sentimentos humanos mais cruéis como a vingança, o ódio a cobiça e a ganância pelo poder? RockAntignona, espetáculo em cartaz no Sesc Santana, fala um pouco sobre esse universo. Dirigida por Guilherme Leme, a adaptação da tragédia de Sófocles, conta a história a partir da morte de Édipo, que depois de saber que matará o próprio pai e casara com a mãe, se exila de seu reino, Tebas, até agonizar com a morte.
Antigona filha de Édipo fruto do casamento com mãe e filho, ao voltar para Tebas se vê em uma verdadeira guerra. Seus dois irmãos estão brigando para decidir quem vai governar Tebas, e a batalha sangrenta acaba com a morte dos dois. Com isso seu tio, Creonte, passa a ter o poder no reino e, é aí que os problemas de Antigona começam a se complicar.
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| Luís Mello como Creonte |
Dominado pelo poder e a cobiça Creonte passa a governar Tebas com tirania, despertando o ódio de muitos tebanos e até mesmo da própria Antigona que se vê obrigada a obedecer as novas leis impostas por seu tio. Ao desobedecer a um imposição de Creonte no qual não a deixava enterrar o corpo de um de seus irmãos, Antigona resolve quebrar todas as regras impostas tio e enfrentá-lo, fato que acaba a condenando a própria morte.
Além de enfrentar a desobediência de Antigona, Creonte ainda tem que tentar convencer seu filho Hêmon, noivo de Antigona, a esquecê-lá. Hêmon além de não obedecer ao pai ainda abandona as forças do exercito para tentar convencer o pai a não condenar Antigona, mas já é tarde Antigona se sacrifica em nome de Tebas e antes de morrer ela diz que isso seria só o começo das desgraças que ocorreriam na vida de Creontes. Hêmon ao saber da morte da amada também se sacrifica, o povo de Tebas se revolta contra a tirania de Creontes e decide tirá-lo do poder. Creonte acaba só em sua sala, refletindo a tudo que fez e as atitudes que poderiam ter sido evitadas, como a morte do próprio filho.
A peça conta com uma linguagem simples e de fácil entendimento, por se tratar de uma trgédia grega. O diretor, Guilherme Leme, optou por fazer um espetáculo mais atual com figurinos que se mostram pesados como jaquetas costuradas por alfinetes e ao mesmo tempo leves como o vestido de Antigona. O cenário também era simples embora significativo contava apenas com uma grande mesa, uma cadeira de executivo, persianas e um caminho feito com pedras no qual Antigona se sacrificou.
O som embalado por rock, daí o nome "RockAntigona" deixou a peça com um ar mais moderno e cotidiano e fez sair um pouco dos estereótipos das tradicionais tragédias gregas.
RockAntigona fica em cartaz no Sesc Santana até 14/11.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
São Paulo, um outro olhar
São Paulo, terra de cores, de amores, de emoções e força. Em meio à paulicéia desvairada de cima dos arranhacéus da cidade, que não para, eles passam despercebidos entre nós. A pirâmide da desigualdade cresce a cada dia, as mazelas da sociedade são expostas para quem quiser ver, as ruas antes feitas pra andar, agora servem de lar. Desprovidos de sonhos e muitas vezes de sentimentos, levam suas vidas na mesma rotina dia após dia, a espera da esmola, que vem de gente engravatada que passa atrasada para o seu destino.
A metrópole não é justa, as ruas não são belas, e as pessoas não são cegas ou fingem não enxergar um fato que é real e incomoda. Do outro lado do vidro do carro blindado, os olhares não se cruzam, as mãos não se tocam, existe um muro, uma barreira que separa o belo e o feio, o rico e o pobre, o bem do mal. Mas será que realmente existe o belo e o feio? O bem ou o mal? Não, não existe. O que existe são pessoas como nós, como você, gente que anda, fala , pensa, gente que sonha.
São Paulo, um outro olhar, é um projeto que não quer mostrar somente a beleza da cidade. Cada foto tem uma realidade, uma história. As fotos mostram uma São Paulo de um modo que nós nunca paramos para ver, mas que também não deixa de ser belo. Afinal, a beleza não esta nas pessoas ou nas coisas, esta nos olhos de quem as vê.
Texto e fotos Francisco Lima
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
"Gente grande" exagera nos clichês, tornando-se chato
Agora virou "moda"em Hollywood fazer filmes com atores que já não estão tão em forma assim, foi o caso de "mercenários", estrelado só por astros da terceira idade dos filmes de ação, mas que tentam se manter em forma a base de anobolizantes. Nessa mesma linha, só que, voltado para o lado da comédia o filme "Gente Grande" tenta fazer o mesmo. Dessa vez o elenco não é formado por brutamontes em busca de pancadaria, mas por comediantes consagrados, ou não, de Hollywood.
"Gente grande" conta a história de um grupo de estudandes que se conhecem desde o ginásio, eles crescem, tomam seu rumo na vida, mas são obrigados a se reencontrar, 30 anos depois, no velório do seu antigo treinador de basquete no qual era muito querido por todos. A partir daí, o grupo de ex-estudantes resolvem se reaproximar novamente, passando um filnal de semana na antiga casa do lago, onde eles se reuniam nos tempos de criança.
"Gente grande" é um filme que não deve ser visto nem em DVD, pois é uma chatisse sem tamanho, no qual só arranca risadas de pessoas que só vão ao cinema para rir e comer pipoca.
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